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Árvores de Birigui

Um projeto fotográfico e de pesquisa de

Deidimar Alves Brissi







Publicado em: 20/05/2024 – Última atualização em: 20/05/2024

Após doze anos pesquisando e fotografando as árvores do município de Birigui, venho apresentar uma pequena parte do meu acervo fotográfico. São trinta e cinco fotos que dão uma pequena amostra da beleza e da grande variedade de espécies arbóreas do nosso município.

Para cada árvore apresento: Nomes populares, Nome científico, Descrição, Ocorrência, Coordenadas geográficas, Ano da foto e Localização.

Juntamente com o nome científico de algumas espécies está escrito na frente “(provável)”. Isto se deve porque a classificação de algumas espécies é difícil, leva anos de observação da árvore em várias estações, observando floradas e frutos. Existem muitas espécies de ipê amarelo, ipê roxo, ipê rosa, paineiras, figueiras, etc. Portanto a classificação de alguma destas espécies pode ser atualizada futuramente neste repositório. Por isto, o nome científico de alguma árvore poderá ser atualizado. Somente de ipês amarelos existem mais de dez espécies no Brasil.

Em 2013 realizei uma pesquisa no IFSP-Câmpus Birigui que utilizou imagens de satélite do Google Earth para avaliar qual era a cobertura florestal do município de Birigui. O trabalho contou com a participação da estudante de Engenharia Florestal da Unesp, Câmpus Presidente Prudente, Yara Oliveira Silva. Os resultados foram assustadores: da exuberante floresta do início do Século XX só haviam restado 1,9%! Além disto, o trabalho de campo mostrou que os últimos remanescentes florestais do município estão extremamente degradados e gravemente ameaçados.

Dada esta situação, sugiro que você pegue sua família, coloque as coordenadas geográficas de cada árvores no seu GPS favorito (Google Maps, Waze, etc.) e vá visitar cada espécime. São paisagens belíssimas, turismo ecológico e aprendizado para toda a família. Pegue seu celular, câmeras, binóculos... ou simplesmente sem nenhuma tecnologia... e aproveite o contato puro e simples com a natureza. São passeios que se pode fazer sozinho, com amigos e familiares, depende de você. Mas, não deixe de vivenciar estes momentos. O contato com a natureza é terapêutico, restaurador e curador.

É urgente a necessidade que nós biriguienses temos de conhecer o nosso patrimônio histórico e ecológico remanescente, e principalmente: preservar, ampliar, e por que não, aproveitar economicamente para o turismo!

Agradeço à todas pessoas que contribuíram com este projeto, especialmente os proprietários rurais que me receberam em suas propriedades.

Aguardo seu contato nas minhas redes sociais!

Esta mostra é patrocinada pela Lei Paulo Gustavo de fomento à Cultura.



Breve histórico

No início do século XX o município de Birigui apresentava uma floresta estacional semidecidual caracterizada por uma vegetação de grande porte como perobas, aroeiras, pau-brasil, paineiras, cedros, jequitibás, ipês, ingás e uma rica fauna com espécies como capivaras, quatis, onças-pintadas, tatus, antas, tamanduás, queixadas, papagaios, araras, gaviões e tucanos, além de possuir um solo muito fértil e ser habitado pelos índios Caingangues que sobreviviam de caça, pesca e coleta de frutos.

Estas características juntamente com a abertura da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil contribuíram para o processo de colonização, o que impulsionou a expansão das lavouras de café. Já em 1927, no auge da cultura cafeeira, Birigui contava com 584 cafeicultores e 8.509.200 pés de café, sendo uma das regiões mais produtivas da época.

Essa situação colaborou para a degradação da floresta nativa observando-se grande perda da biodiversidade, além da morte e descaracterização da população indígena presente no território. Outro agravante desse cenário foi o avanço da industrialização e urbanização do município, quando do declínio da cultura cafeeira em 1960.



Peroba (1912). Espécie exemplar da vegetação que compunha o território do município de Birigui antes da colonização.


Atualmente com a ascensão da monocultura da cana-de-açúcar e da soja, observa-se que o intenso uso de agrotóxicos e fertilizantes, degradam a qualidade do solo e interferem na atividade pedogenética, o que confere perda gradual e dificilmente reversível da fertilidade do solo, diminuindo, assim, sua vida útil.

Além disso, observa-se a intensa degradação dos recursos hídricos ao longo da história, uma vez que nunca se respeitou a legislação quanto à faixa mínima de vegetação, recomendada pelo Código Florestal, ao longo das margens dos cursos d'água.



Acervo Fotográfico


1. Figueira branca

Nomes populares: figueira branca, figueira, figueira-brava, mata-pau, figueira-mata-pau. Nome científico: Ficus guaranítica Schodat. Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.233622, -50.304733 Localização: Propriedade rural em frente ao km 26 da Rodovia Roberto Rollemberg. Ano da foto: 2020.

Descrição: Árvore belíssima com aproximadamente 1,5 m de diâmetro e 20 m de altura. Esta árvore é um dos mais belíssimos exemplares desta espécie. Este no auge da sua imponência, do seu tamanho e da sua beleza. Para quem gosta da natureza, ficar próximo desta árvore é uma experiência incrível. Infelizmente ela fica dentro de uma propriedade rural, no meio de uma plantação, com porteira sempre trancada com cadeado. A madeira desta árvore é pouco durável por isto os usos são restritos a: miolos de portas e painéis, caixotaria leve, chapas e folhas faqueadas, produção de material orgânico, etc. Porém a árvore é muito ornamental, importante para reflorestamento, produz boa sombra e seus frutos são muito apreciados por vários tipos de animais.

2. Ipê amarelo

Nomes populares: ipê-amarelo, ipê-cascudo, piúva, tarumã, ipê-do-campo, ipê-do-cerrado, ipê-pardo, pau-d’arco-do-campo. Nome científico: Tabebuia ochracea (Cham.) Standl. (provável). Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.321640, -50.378849 Localização: Rodovia Gabriel Melhado, entre os km 14 e 13, do lado direito para quem vai no sentido de Birigui para Bilac. Ano da foto: 2021.

Descrição: Uma das mais icônicas árvores de nossa região e do Brasil. A madeira desta árvore era muito utilizado no passado para fabricação de cercas, tulhas, paióis, currais, madeiramento de casas, móveis, etc. As flores desta árvore são apreciadas pelos veados campeiros que as comem conforme elas vão caindo no chão. Por conta disto, muitos caçadores do passado, montavam seus jiraus em cima dos galhos destas árvores e ficavam à espreita para matar os pacíficos animais.

3. Figueira

Nomes populares: Figueira. Nome científico: Não foi possível identificar esta espécie, existem mais de dez espécies de figueira cultivadas no Brasil. Ocorrência: Árvore exótica na região de Birigui e no Brasil. Originária da Ásia. Coordenadas Geográficas: -21.275067, -50.320756 Localização: Cruzamento da Rua Natal Masson com a Rua Domingos Paludetto, no bairro Residencial Simões. Ano da foto: 2023.

Descrição: Esta árvore é presença marcante na Rua Natal Masson e no Residencial Simões, é muito conhecida na cidade de Birigui, a tal ponto que ela é ponto de referência. As pessoas dizem: “É lá perto da figueira.”; “Você chega na figueira e vira à esquerda.”; “Sabe a rua da figueira?”. As figueiras são árvores tradicionalmente cultivadas no Brasil e na nossa região. Sempre é possível encontrar velhas figueiras no meio de pastagens e plantações onde antes existiam casas e bairros rurais. Esta espécie de figueira produz látex, que no passado era utilizada para fazer um visgo para caçar passarinhos; produz agradável sombra; são muito ornamentais e seus frutos são comestíveis.

4. Cedro

Nomes populares: cedro, cedro-rosa, cedro-vermelho, cedro-branco, cedro-batata, cedro-amarelo, cedro-cetim, cedro-da-várzea. Nome científico: Cedrela fissilis Vell. Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.230633, -50.309996 Localização: Rodovia Roberto Rollemberg, km 26 Ano da foto: 2020.

Descrição: Árvore muito popular, quase foi extinta, devido à grande quantidade de usos de sua madeira. A madeira é leve, macia e durável. Era muito utilizada na fabricação de esquadrias, na marcenaria em geral, na construção civil, construção naval e aeronáutica, fabricação de móveis, fabricação de lápis, fabricação de instrumentos musicais, esculturas e artesanatos, etc. É uma árvore muito importante na cultura do município de Birigui.

5. Flamboyant

Nomes populares: flamboyant, flamboiã Nome científico: Delonix regia (Bojer ex Hook.) Raf. Ocorrência: Árvore exótica no Brasil. Coordenadas Geográficas: -21.279999, -50.334546 Localização: Travessa Castro Alves com a Rua Maria Dolores Nunes, no bairro Patrimônio Silvares. Ano da foto: 2024.

Descrição: Árvore muito conhecida do Silvares, muito grande e velha, tendo dominada toda a calçada. Esta espécie é originária de Madagascar, sendo muito cultivada no Brasil em parques e jardins, por ser muito florífera e ornamental. Não é adequada para o plantio em calçadas devido ao seu grande porte que afetam as redes elétricas e às raízes que estouram as calçadas e tubulações. Não é uma árvore totalmente adaptado ao Brasil.

6. Paineira-rosa

Nomes populares: paineira-rosa, paineira, árvore-de-paina, paineira-branca, paineira-de-seda, barriguda, árvore-de-lã, paineira-fêmea Nome científico: Chorisia speciosa A. St.-Hil. (provável) Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.309602, -50.359315 Localização: Rodovia Marechal Rondon entre o km 518 e 519, na saída da estrada municipal BGI 050. Ano da foto: 2024.

Descrição: Árvore impressionante pela beleza, pela altura e principalmente pelo diâmetro do tronco, que é de cerca de 3 m. No passado a madeira das paineiras era muito utilizada no município de Birigui para a fabricação de saltos e tamancos. Devido a maciez da sua madeira, esta árvore sempre foi utilizada para a fabricação de artesanatos, cochos, barcos, tanques de lavar roupa, etc. A beleza de sua florada atrai muitos polinizadores. A paina produzida pelos seus frutos sempre tiveram muitos usos, principalmente para o enchimento de travesseiros e almofadas. É uma árvore tradicional em Birigui e na cultura caipira, havendo inclusive, muitas referências na música caipira e na literatura sertaneja.

7. Paineiras-rosas

Nomes populares: paineira-rosa, paineira, árvore-de-paina, paineira-branca, paineira-de-seda, barriguda, árvore-de-lã, paineira-fêmea Nome científico: Chorisia speciosa A. St.-Hil. (provável) Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.349068, -50.411034 Localização: Propriedade rural ao lado da Rodovia Gabriel Melhado, altura do km 9, do lado esquerdo para quem trafega no sentido de Birigui para Bilac. Ano da foto: 2024.

Descrição: As paineiras rosas são importantes ecologicamente por vários motivos, inclusive, sendo árvores muito escolhidas pelo joão-de-barro para fazer suas casas. Talvez os espinhos no tronco da árvore facilitam a fixação de suas moradas. Estas duas paineiras compõe o cenário com beleza e poesia. Talvez fiquem em um local onde no passado existiu uma casa. Na mesma propriedade existem duas casas tradicionais abandonadas, quase desabando. Este cenário traz uma riqueza profunda de tradições e História. Infelizmente as árvores estão dentro de uma propriedade que tem a porteira sempre fechada com cadeado, mas dá para avistar as árvores das margens da rodovia. Triste realidade produzida pelo medo e a violência do nosso tempo.

8. Paus-d’àlho

Nomes populares: pau-d’alho, guararema, ibirarema Nome científico: Gallesia integrifolia (Spreng.) Harms (Provável) Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.332458, -50.391100 Localização: Propriedade rural ao lado da Rodovia Gabriel Melhado, entre os km 12 e 11, do lado esquerdo para quem trafega no sentido de Birigui para Bilac. Ano da foto: 2017.

Descrição: Três belíssimas e hoje raras árvores de Birigui. Todas as partes da planta exalam cheiro de alho, principalmente nos dias de alta humidade relativa. Pode-se também sentir o forte cheiro amassando as suas folhas. É uma das árvores que indicam um solo com alta fertilidade. Não ocorrem naturalmente em terras fracas. A madeira não é muito durável, por isto há poucos usos para esta espécie, mas é utilizada para: tabuados, sarrafos, caixotaria e embalagens leves. Porém a árvore é muito ornamental e pode ser utilizada para muitos usos no paisagismo.

9. Mandiocões

Nomes populares: mandiocão (SP), morotó, mandioqueiro (SP), pau-mandioca, caixeta, marupá, marupaúba, pau-caixeta, parapará, mucutuba (PA), sambacuim (PE, PB), mandiocaim Nome científico: Didymopanax morototonii (Aubl.) Decne. & Planch Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.411440, -50.353571 Localização: Propriedade rural ao lado da Estrada Vicinal Antônio Mestriner, entre os bairros Pau Lavrado e Baguaçu, do lado esquerdo para quem vai no sentido de Birigui para Clementina. Ano da foto: 2023.

Descrição: Duas árvores, que pela mesma altura e pela proximidade, nos dá a sensação de um casal, ou duas árvores irmãs, abraçadas, formando um belíssimo quadro da paisagem da nossa zona rural. Esta espécie, outrora abundante em toda a região, hoje está cada vez mais rara. Porém, ao se observar os últimos remanescentes florestais do município, quase sempre se pode identificar um mandiocão. Apesar de ser muito ornamental, infelizmente, ela não está sendo cultivada nas áreas verdes urbanas e praças do município. Pode-se identificá-la facilmente pelo seu tronco esbranquiçado e vertical, pela sua altura imponente, pelo seu crescimento rápido, pelas suas folhas e principalmente pelo formato da copa. Cuidado para não confundi-la com um guapuruvu (Árvore 26). Os galhos da copa do guapuruvu são mais inclinados para cima. Com a prática da observação você vai distinguir facilmente as duas espécies. Sua madeira é adequada para a fabricação de: esculturas, molduras, modelos, marcenaria, portas, batentes, marcenaria em geral, pá sorvete, lápis, palito de fósforo, cabo de vassoura, etc. A fauna aprecia muito os seus frutos.

10. Ipês-amarelos

Nomes populares: Ipê-amarelo, ipê-cascudo, piúva, tarumã, ipê-do-campo, ipê-do-cerrado, ipê-pardo, pau-d’arco-do-campo Nome científico: Tabebuia ochracea (Cham.) Standl. (provável) Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.248095, -50.306211 Localização: Rua José Masson, próximo ao bairro Portal do Parque 3 Ano da foto: 2020.

Descrição: Três exemplares belíssimos. É uma das árvores mais abundantes do município de Birigui. É muito fácil produzir mudas de ipês, a germinação é rápida e abundante, porém o crescimento das árvores é lento. O que faz com quem uma árvore destas na foto, pode ter facilmente dezenas de anos ou até mais de um século. Por isto, a derrubada de um ipê não se compensa simplesmente com o plantio de uma muda. A compensação virá muitas décadas depois do plantio.

11. Ipê-rosa

Nomes populares: Ipê-rosa, ipê-roxo, pau-d’arco-roxo, ipê-roxo-da-mata, ipê-preto, ipê-comum, ipê-cavatã, lapacho, peúva, piúva Nome científico: Tabebuia avellanedae Lorentz ex Griseb. Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: Coordenadas perdidas. Localização: Se você sabe onde fica esta árvore, por favor me informe. Ano da foto: 2021.

Descrição: Alguns chamam esta árvore de ipê-rosa e outros de ipê-roxo. No Nordeste ela é muito conhecida como pau-d’arco, porque ela era utilizada pelos indígenas para a fabricação de arcos. A coloração das flores desta árvore varia. Pode variar com a posição do Sol no céu, ficando as flores mais rosas ou mais roxas. Pode variar se a florada está no início ou no fim, geralmente no final da florada, as flores vão ficando mais esbranquiçadas. Esta espécie possui uma das madeiras mais apreciadas pelos sertanejos de todo o Brasil, inclusive na região de Birigui. Considera uma madeira nobre, muito resistente, era, antes de sua classe extinção, utilizada para muitas aplicações. A árvore é muito ornamental e hoje cultivada em praças e jardins.

12. Guajuvira

Nomes populares: guajuvira, guaiuvira, guajuvira-branca, guaiabira, guaiuíra, guarapuvira, guajibira, goarapovira, guativira, apé-branco (RS), guaibi, guaiabi, guaiabi-branco, guaiabi-moroti, guaiaibira, guatuvira Nome científico: Patagonula americana L. Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.179483, -50.298113 Localização: Propriedade rural no bairro Duas Barras. Ano da foto: 2024.

Descrição: Árvore praticamente extinta do município de Birigui. Madeira dura, resiste e fácil de trabalhar. Sua madeira sempre teve muitas utilidades: fabricação de arcos (indígenas do Sul), remos, selas, tacos de bilhar, tacos de golfe, vigas, moirões, cabos de ferramentas, etc. A preservação desta espécie no nosso município é urgente!

13. Jequitibá

Nomes populares: jequitibá, Jequitibá-vermelho, jequitibá-rosa, jequitibá-branco, estopeira (RS, SC, PR), estopeiro, pau-estopa, pau-de-cachimbo (SC), jequitibá-rei, estopa, cachimbeiro, bingueiro, mussambê, coatinga. Nome científico: Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.282824, -50.337730 Localização: Rua Maria Dolores Nunes, em frente ao número 322, na Escola Municipal Geni Leite da Silva. Ano da foto: 2024.

Descrição: Belo exemplar em área urbana. Esta espécie é muito ornamental, sendo recomendada para o paisagismo em geral. Sua madeira foi muito utilizado no passado para a fabricação de: móveis, saltos de sapatos, cabos de ferramentas, vigas, caibros, ripas, persianas, forros, etc. Há outros belos exemplares desta árvore na Escola Municipal Lucinda Araújo Pereira Giampietro. Na zona rural está praticamente extinta.

14. Ipê-rosa

Nomes populares: Ipê-rosa, ipê-roxo, pau-d’arco-roxo, ipê-roxo-da-mata, ipê-preto, ipê-comum, ipê-cavatã, lapacho, peúva, piúva Nome científico: Tabebuia avellanedae Lorentz ex Griseb. Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.285008, -50.344041 Localização: Praça José Pantaroto, esquina com a Rua Santa Cecília, bairro Santo Antônio. Ano da foto: 2024.

Descrição: Pelo lento crescimento dos ipês, esta árvore deve ser bem antiga. A madeira desta árvore é muito resistente em áreas externas, por isto foi largamente utilizada para a construção de: pontes, cercas, currais, tulhas, paióis, móveis, carrocerias, implementos agrícolas, cabos de ferramentas, portas, janelas, dormentes, cangas, tacos, bengalas, quilhas de navio... etc. Ou seja, é uma das madeiras mais importantes do Brasil, inclusive na nossa região.

15. Ipês-amarelos

Nomes populares: Ipê-amarelo, ipê-cascudo, piúva, tarumã, ipê-do-campo, ipê-do-cerrado, ipê-pardo, pau-d’arco-do-campo Nome científico: Tabebuia ochracea (Cham.) Standl. (provável) Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.334784, -50.390990 Localização: Propriedade rural ao lado da Rodovia Gabriel Melhado, entre os km 12 e 11, do lado esquerdo para quem trafega no sentido de Birigui para Bilac. Ano da foto: 2017.

Descrição: Esta foto mostra a exuberância da paisagem rural e do potencial turístico do município de Birigui. Há nesta pastagem mais de vinte pés de ipês-amarelos. O que mostra a grande adaptação desta espécie no município de Birigui (e região).

16. Jatobá

Nomes populares: jatobá, jataí, jataí-amarelo, jataí-peba, jataí-vermelho, jitaí, farinheira, jataíba, burandã, imbiúva, jatobá-miúdo, jatobá-da-catinga (BA) Nome científico: Hymenaea courbaril var. stilbocarpa (Hayne) Y.T. Lee & Langenh, Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.223521, -50.287710 Localização: Propriedade rural no Bairro São Luiz. Ano da foto: 2024.

Descrição: Impressionante árvore pela beleza e seu tamanho. Pode se ter uma ideia do grande diâmetro do seu tronco e de sua altura pelo tamanho do trator na sua sombra acolhedora e pelo tamanho das outras árvores no fundo. Quando as árvores crescem dentro da mata, seus troncos ficam mais verticais e as copas mais altas. Isto ocorre pela disputa pela luz do Sol. Esta árvore tem o tronco mais curto e a copa mais arredondada, o que indica que ela deve ter crescido sem necessidade de disputar espaço com outras árvores. Portanto, não deve ter crescido dentro da mata. Os frutos desta árvore são comestíveis e muito apreciados pela fauna e pelas pessoas. O morador da propriedade disse que nunca viu esta árvore dar frutos. Tive este mesmo relato em relação a outras árvores de diferentes espécies dentro do município. Uma possível causa para isto é o uso indiscriminado de agrotóxicos no município, o que leva a extinção de muitas espécies de polinizadores (abelhas, vespas, insetos, pássaros, etc.). O desaparecimento de um polinizador de uma região pode levar ao desaparecimento de várias espécies vegetais. A madeira do jatobá foi muito utilizada no passado para a fabricação de: vigas, caibros, ripas, portas, tacos, assoalhos, artigos de esporte, peças torneadas, esquadrias, móveis, etc. A madeira não tem boa resistência para a construção de estruturas externas (apodrece).

17. Árvores em torno da igreja do Córrego do Almoço

Nomes populares: Ipês, paineiras, goiabeiras, mangueiras, etc. Nome científico: diversos Ocorrência: Árvore nativas e exóticas da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.201811, -50.315630 Localização: Córrego do Almoço. Ano da foto: 2024.

Descrição: Belíssimo cenário rural em processo de extinção. Antes o município tinha muitos patrimônios com toda uma estrutura: igreja, casas, vendas, máquinas de beneficiamento de arroz, campo de futebol, etc. Estes patrimônios foram diminuindo e até desaparecendo. Podemos ver nesta foto toda a beleza e colorido que as árvores dão à paisagem rural. Cada espécie cultivada e mostrada nesta foto tem um significado. Nenhuma árvore está nesta foto por acaso, elas mostram a biodiversidade, a História e as tradições.

18. Tamboril

Nomes populares: tamboril, timburi, timbaúva, orelha-de-macaco, orelha-de-negro, tambori, pau-de-sabão, timbaíba, timbaúba, timboúva, timbó, tambaré, timbaúva, ximbó (PA), orelha-de-preto (PA), tamburé, pacará, vinhático-flor-de-algodão. Nome científico: Enterolobium contortisiliquum (vell.) Morong Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.296240, -50.356021 Localização: Cruzamento da Avenida Nove de Julho com a Rua José Rodrigues Neri. Ano da foto: 2024.

Descrição: Imensa e belíssima árvore que se destaca em local bem conhecido da cidade. Sua madeira é leve e macia. Seu tronco foi muito utilizado no passado para a fabricação de: barcos e canoas de tronco inteiro, artesanatos e brinquedos.

19. Ingá

Nomes populares: Ingá-do-brejo, ingá-de-quatro-quinas, ingazeiro, ingá-banana, angá Nome científico: Inga vera Willd. subs. affinis (DC) T.D. Penn Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.296240, -50.356021 Localização: Rodovia Roberto Rollemberg entre os km 18 e 19, zona urbana, no sentido Birigui para Buritama. Ano da foto: 2023.

Descrição: Árvore muito comum nas baixadas, próximo aos córregos e rios, no município de Birigui. O ingá apresenta flores melíferas, produz muitos frutos doces apreciados por pessoas e animais silvestres. Sua madeira é de baixa durabilidade, sendo mais indicada para lenha e fabricação de lápis e brinquedos. A árvore é muito ornamental sendo recomendada para o paisagismo.

20. Tamarindo

Nomes populares: tamarindo, tamarino, tamarinho, tamaríndrico, jabaí, tâmara-da índia Nome científico: Tamarindus indica L. Ocorrência: Árvore exótica da região de Birigui (e no Brasil). Coordenadas Geográficas: -21.340218, -50.417996 Localização: Estância igrejinha, bairro Tupi. Ano da foto: 2024.

Descrição: Esta árvore é originária da África Tropical e Índia. Produz uma grande quantidade de frutos que apresenta uma poupa ácida suculenta e comestível. Seus são muito apreciados no Brasil para a produção de sucos e para fins medicinais. A árvore é muito ornamental, por isto é muito recomendada para o paisagismo. É uma árvore que sempre teve seu cultivo tradicional no município de Birigui. Por isto é muito comum encontrar nas propriedades rurais, sobretudo em torno das casas mais antigas, ou onde existiram casas, exemplares desta árvore. O exemplar em questão forma um bonito cenário da paisagem rural de birigui. Infelizmente é uma paisagem que está entrando rapidamente em extinção por falta de preservação do patrimônio histórico do município. Pode-se ver em destaque na fotografia o pé de tamarindo; do lado direito uma velha tulha ou paiol; e ao fundo uma casa antiga com arquitetura tradicional do município, com alpendre, telhas francesas, janelas tradicionais e varanda.

21. Ipê-amarelos

Nomes populares: Ipê-amarelo, ipê-cascudo, piúva, tarumã, ipê-do-campo, ipê-do-cerrado, ipê-pardo, pau-d’arco-do-campo Nome científico: Tabebuia ochracea (Cham.) Standl. (provável) Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.340236, -50.418450 Localização: Estância Igrejinha, bairro Tupi. Ano da foto: 2024.

Descrição: Bela árvore na Estância Igrejinha, em frente a uma casa antiga. Esta propriedade apresenta um patrimônio histórico quase toda já degradado ou destruído. Um ipê-amarelo em frente a uma casa com arquitetura tradicional do município, compõe um cenário histórico-ecológico em rápida extinção.

22. Mamica de porca

Nomes populares: mamica-de-porca, tembetari, , mamica-de-cadela, tembetaíba Nome científico: Zanthoxylum riedelianum Engl. (provável) Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.182244, -50.313811 Localização: Bairro Duas Barras. Ano da foto: 2024.

Descrição: Bela árvore. É uma árvore mais facilmente reconhecida pelos espinhos na sua casca, que foi associado à pequenas mamas (mamica). A madeira era utilizada para a produção de forros, molduras, rodapés, cabos de ferramentas e instrumentos agrícolas. É uma árvore muito ornamental, o que a torna adequada para o paisagismo em geral.

23. Remanescente de mata

Nomes populares: mandiocões, guerovas, etc. Nome científico: diversos Ocorrência: Árvores nativas da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.180604, -50.296048 Localização: Propriedade rural no bairro Duas Barras Ano da foto: 2024.

Descrição: Uma paisagem singular! Uma “ilha” de resistência da natureza em meio a um deserto verde de plantações de soja, cana, milho, etc. Há muitos aspectos a se observar nesta fotografia: a pequena “ilha” que ainda existe; o processo de histórico de destruição do meio ambiente do município de Birigui; o agronegócio que “pressiona” a ilha em volta, a tornando cada vez mais pobre e menor; a destruição do estrato superior, das grandes árvores, só restando quatro árvores; a existência de somente o extrato inferior, pobre, dominado por cipós e sujeito ao primeiro fogo que vir; a exuberância da árvore central, um imenso exemplar de mandiocão! Nenhuma fotografia traduz a experiência de estar diante desta paisagem, principalmente em frente à arvore central!

24. Tamarindo

Nomes populares: tamarindo, tamarino, tamarinho, tamaríndrico, jabaí, tâmara-da índia Nome científico: Tamarindus indica L. Ocorrência: Árvore exótica da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.252925, -50.318749 Localização: Propriedade rural entre o portal da Pérola II e o Atenas. Ano da foto: 2020.

Descrição: Esta árvore sobreviveu ao desaparecimento da casa onde ela estava no quintal. Muitas pessoas do bairro Portal da Pérola II iam até ela buscar seus frutos. Porém, um incêndio criminoso destruiu esta árvore. No seu lugar ainda se encontra hoje partes do seu tronco queimado. Uma cena triste!

25. Castanheira do Maranhão

Nomes populares: monguba, cacau-selvagem, mamorana (PA), embiratanha (CE), castanheiro-da-guiana, castanhola, carolina, munguba, castanheira-da-água, cacau-falso, castanheiro-do-maranhão, sapote-grande Nome científico: Pachira aquática Aubl. Ocorrência: Árvore exótica da região de Birigui (nativa do Brasil). Coordenadas Geográficas: -21.224290, -50.287191 Localização: Propriedade rural no Bairro São Luiz. Ano da foto: 2024.

Descrição: Uma espécie praticamente desconhecida até poucas décadas no município de Birigui. Foi trazida para a região do Noroeste Paulista para ser utilizada na arborização urbana. Esta espécie produz grande quantidade de pasta celulósica, sua casca é fibrosa e é tradicionalmente utilizada na confecção de cordas. A madeira é pouco resistente e durável, por isto quase não há usos conhecidos. Suas sementes são comestível e apreciadas pelas populações amazônicas. São consumidas cruas ou cozidas, torradas ou moídas, substituindo o café e o chocolate. A árvore apresenta um crescimento rápido, ótima sombra e é muito ornamental. Por estes motivos ela é cultivada em várias regiões do Brasil.

26. Guapuruvu

Nomes populares: guapuruvu, guapurubu, ficheira, bacurubu, guapiruvu, garapivu, guarapuvu, pataqueira, pau-de-vintém (BA), bacuruva, birosca (MG), bandarra (RJ), faveira Nome científico: Schizolobium parahyba (Vell.) S.F. Blake Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.389834, -50.348285 Localização: Bairro Pau Lavrado. Ano da foto: 2019.

Descrição: O guapuruvu é uma das belas árvores no nosso município que é cultivada nas áreas verdes urbanas e ainda resiste nos poucos remanescentes florestais do município. Sua madeira é muito leve e macia, o que a torna ideal apenas para construir formas, brinquedos, artesanatos, saltos de calçado, etc. É pouco durável em ambiente externo, porém quando se constrói uma canoa com seu tronco, esta é de longuíssima durabilidade (muitas décadas, suspeitando-se que possa chegar a um século). Os caiçaras do litoral de São Paulo e Rio de Janeiro têm uma longa tradição de construção destas canoas. Este conhecimento foi herdado dos indígenas que habitavam a região. Suas sementes são muito utilizadas no artesanato, para a fabricação de instrumentos musicais e como ficha de jogos. A árvore é muito ornamental mas seus galhos quebram fácil, por isto não é ideal seu plantio em ruas e avenidas. É uma árvore de crescimento muito rápido, podendo chegar a 5 metros em 3 anos. O exemplar fotografado fica na estrada vicinal que liga o bairro Pau Lavrado ao Baguaçu, bem na saída para o bairro Taquari. É o encontro dos três bairros.

27. Farinha seca

Nome científico: Albizia niopoides (Benth.)Burkart var. niopoides Nomes populares: Farinha-seca, frango-assado, gurujuba, angico-branco Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.391064, -50.407586 Localização: Estrada vicinal no Bairro Taquari. Ano da foto: 2020.

Descrição:A farinha seca é uma das árvores mais abundantes do município de Birigui. É uma árvore facilmente reconhecida pelo tronco esbranquiçado e pela sua copa arredondada. É uma árvore muito ornamental. Sua madeira é pouco durável, por isto seu uso é mais destinado para forros, lápis, brinquedos, lápis, lenha, preenchimentos de miolos de porta, etc. O espécime fotografado fica bem próxima a sede do bairro Taquari. É uma árvore de grande beleza e proporções.

28. Ipês-amarelos

Nomes populares: Ipê-amarelo, ipê-cascudo, piúva, tarumã, ipê-do-campo, ipê-do-cerrado, ipê-pardo, pau-d’arco-do-campo Nome científico: Tabebuia ochracea (Cham.) Standl. (provável) Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.281353, -50.323305 (coordenadas aproximadas) Localização: Jardim Alto do Silvares. Ano da foto: 2012.

Descrição: Ipês-amarelos ameaçados pelo “progresso” logo após a desativação do aeroporto e a urbanização do Jardim Alto do Silvares. Acho que estas árvores não existem mais.

29. Mandiocão

Nomes populares: mandiocão (SP), morotó, mandioqueiro (SP), pau-mandioca, caixeta, marupá, marupaúba, pau-caixeta, parapará, mucutuba (PA), sambacuim (PE, PB), mandiocaim Nome científico: Didymopanax morototonii (Aubl.) Decne. & Planch Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.248955, -50.304373 Localização: Rua José Masson, próximo ao Residencial Portal do Parque 3. Ano da foto: 2020.

Descrição: Nos últimos remanescentes florestais do município ainda é possível observar alguns exemplares de mandiocão. Eles se destacam na paisagem pela sua altura, pela cor do tronco esbranquiçada e pelo formato da copa.

30. Aroeira

Nomes populares: Urundeúva, aroeira, aroeira-do-sertão (CE), aroeira-do-campo, aroeira-da-serra, urindeúva, arindeúva, arendiúva, aroeira-preta Nome científico: Myracrodruon urundeuva Allemão Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.339091, -50.421261 Localização: Próxima à Igrejinha no bairro Tupi. Ano da foto: 2024.

Descrição: É uma das árvores mais valorizadas pelos sertanejos do Brasil. Sua madeira é muito pesada, apresenta grande resistência mecânica e é praticamente imputrescível. Há uma expressão caipira que traduz bem a dureza desta madeira: “Aqui não pica-pau aqui é aroeira!”. Se diz quando quer se dizer: “Não mexe comigo, que eu sou forte!”; “De mim você não ganha!”. A madeira foi amplamente para a fabricação de: postes, mourões, esteios, estacas, pontes, moendas de engelho, caibros, dormentes, currais, vigas, ripas, peças ornamentais, etc. Mesmo exposta às intempéries a madeira “não acaba”. Infelizmente a árvore tem o crescimento muito lento e quase foi extinta do município de Birigui. A madeira de cercas e currais desmanchados nos dias atuais ainda possui um expressivo valor comercial.

31. Saboeiro

Nomes populares: saboeiro, dabão-de-soldado, pau-de-sabão, sabão-de-macaco, saboneteiro, fruta-de-sabão, sabonete, jequitiguaçu (RS), salta-martim, guiti, jequiri (PA), fruta-de-sabão (MG) Nome científico: Sapindus saponária L. Ocorrência: Embora a literatura indica que o saboeiro ocorre em toda América Tropical e Subtropical, não tenho certeza se ela ocorria nas matas de Birigui. Encontrei um único exemplar na zona rural, próxima a casas, o que indica que ela pode ter sido cultivada. Não observei nenhum exemplar nos remanescentes florestais. Coordenadas Geográficas: -21.252807, -50.319955 Localização: Propriedade rural entre o portal da Pérola II e o Atenas. Ano da foto: 2020.

Descrição: Bela árvore na Estância Igrejinha, em frente a uma casa antiga. Esta propriedade apresenta um patrimônio histórico quase toda já degradado ou destruído. Um ipê-amarelo em frente a uma casa com arquitetura tradicional do município, compõe um cenário histórico-ecológico em rápida extinção.

32. Mogno africano

Nomes populares: mogno africano, mogno africano branco Nome científico: Não identificado Ocorrência: Árvore exótica na região de Birigui e no Brasil Coordenadas Geográficas: -21.296002, -50.336471 Localização: Rua Francisco Galindo de Castro, 385. Ano da foto: 2024.

Descrição: Árvore impressionante pelo seu tamanho, beleza e verticalidade do tronco. Existem três espécies de mogno africano cultivadas comercialmente no Brasil, por isto não foi possível identificar qual é a espécie em questão. Os mognos africanos produzem madeira nobre e podem atingir até 60 m de altura, dependendo da espécie. Há muitos agricultores no Brasil que cultivam o mogno para produzir madeira de primeira linha. A árvore tem crescimento rápido e a exploração de sua madeira pode começar a partir dos 12 anos de idade, mas o ideal é a partir dos 18 anos. Muitos agricultores a cultivam como investimento a longo prazo, como poupança verde ou como aposentadoria verde. Como o metro cúbico desta madeira vale milhares de reais, nem precisa de grandes plantações, um pequeno pedaço da propriedade, 100 pés já dão um resultado significativo. Recomenda-se um livro maravilhoso sobre o assunto: HISTÓRIA DO MOGNO NO CEARÁ, escrito pelo cearense Chico Rosa e publicado pela Editora Pindorama.

33. Guerovas

Nomes populares: guariroba, gariroba, gueroba (MG), catolé (CE), coco-catolé, coco-amargoso, coqueiro-guariroba, pati-amargosa Nome científico: Syagrus oleracea (Mart.) Becc. Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.221135, -50.284383 Localização: Entrada de propriedade rural no bairro São Luiz Ano da foto: 2024.

Descrição: Uma das palmeiras nativas mais abundantes e da região e a mais cultivada na cidade de Birigui para o paisagismo. Para os sertanejos que colonizaram o município, esta palmeira sempre foi muito útil e valorizada. Seus frutos eram consumidos em natura pelas pessoas e eram muito apreciados pelo gado bovino e pelos porcos. Sua castanha é comestível e fornece um óleo que pode ser utilizado na culinária. Sua copa fornece um palmito amargo muito consumido na região no passado, por isto alguns nomes populares em outras regiões se referem ao aspecto “amargoso”. Sua madeira é durável e pode ser utilizada como estacas e mourões; rachada era muito utilizada como ripas e caibros, para a construção de casas de pau-a-pique, paióis e ranchos no meio das roças. Rachado, também era utilizado como calhas para água. As folhas são forrageiras e nas secas, às vezes, são utilizadas para alimentar os animais. As folhas também podem ser utilizadas para se fabricar vassouras e coberturas para ranchos. Suas flores são melíferas. É uma árvore muito ornamental, por isto é muito cultivada nas zonas rural e urbana, para fins paisagísticos. É uma árvore muito importante para a cultura e a História do município de Birigui.

34. Macaúvas

Nomes populares: macaíba, macaúva, coco-de-catarro, bacaiúva, bacaiuveira, coco-de-espinho, coco-baboso, macacaúba, macaíba, macajuba, mucajá, mucaiá, mucajuba. Nome científico: Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. Ex Mart. Ocorrência: Árvore nativa da região de Birigui. Coordenadas Geográficas: -21.330545, -50.390048 Localização: Margens da Rodovia Gabriel Melhado, entre os km 12 e 11, do lado direito para quem trafega no sentido de Birigui para Bilac. Ano da foto: 2017.

Descrição: Nesta foto pode-se ver ao fundo os três pau-d’alho (árvore 8). Estes exemplares fazer parte de um grupo de ocorrência natural do lado da Rodovia Gabriel Melhado. A macaúva é outra árvore muito importante para o município de Birigui. Quase tudo que se diz sobre a guerova, pode-se dizer sobre ela, com um exceção importante, ela não produz palmito. Porém pode-se extrair uma fécula nutritiva do seu tronco. Além dos usos da folha da guerova, suas folhas também podem ser utilizadas para a produção de fibra têxtil para a fabricação de redes e linhas de pesca. A amêndoa produz um óleo claro semelhante ao óleo de oliva.

35. Dendê

Nomes populares: dendezeiro, palmeira-de-dendé, coqueiro-de-dendê, dendê, palmeira-de-óleo-africana, aabora, aavora, palma-de-guiné, palma, dendém (em Angola), palmeira-dendém Nome científico: Elaeis guineenses Jacq Ocorrência: Árvore exótica da região de Birigui. É uma palmeira originária da Costa Ocidental da África (Golfo da Guiné). Coordenadas Geográficas: -21.285482, -50.342780 Localização: Praça Américo Fioroto (“Praça da UNIMED”) na Rua José Pacite, em frente os números 290 e 300. Ano da foto: 2024.

Descrição: Imagine que sua vila foi atacada, parte de sua família e seus amigos foram mortos, e o restante foi aprisionado junto com você. Você está num porto desconhecido, você está amarrado, as mulheres estão sendo violentadas, e todos estão sendo chicoteados para entrar em um navio para serem levados para uma terra distante. A última coisa que você consegue fazer é se abaixar e pegar um coquinho para levar a última recordação de sua terra. Foi assim, em histórias tristes semelhantes a esta, que o dendê chegou ao Brasil. Trazido por pessoas escravizadas que se pegavam a última recordação de sua terra. O dendê é encontrado em povoamentos subespontâneos desde o Senegal até Angola. Deve ter chegado no Brasil junto com os primeiros escravizados africanos que foram trazidos para a Capitania de Pernambuco de Duarte Coelho, entre 1539 e 1542. A árvore adaptou-se bem ao clima tropical úmido do litoral brasileiro. Atualmente o Nordeste produz grande quantidade de óleo de dendê. Este óleo é muito utilizado na culinária (inclusive no acarajé), para a fabricação de cosméticos e um tipo de chocolate. Birigui possui vários exemplares belíssimos desta palmeira na Praça Américo Fioroto, mais conhecida como “Praça da UNIMED”. Nas religiões tradicionais africanas, no candomblé e no culto de Ifá, é uma árvore sagrada chamada de Iji opé ou dendezeiro. O coco do dendê é usado em um dos oráculos de Ifá chamado iquim. Os adeptos do candomblé denominam suas folhas mariuôs.

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